Quinta-feira, Junho 07, 2007

é culpa dela

Ai madre,estou fazendo tudo denovo,pois perdi tudo que digitei.Vamo,lá... Ai madre,que aperto estoy a senti en mi coracion.Estoy mui compadecida de ti.Pensei q me mandaria fotos de ti feliz,sorrindo...E o q me mandas és una foto de lo quartito...Ai madre, que dor profunda no meu ventre .Sempre achei este lugar otimo quando me falavamas,depois desse qurtitito hay q me compadecer de ti.É desse quartito que tu fala comigo pelo telefono.Ai dó...Nossa senhora,todas elas,até a de Guadalupe que te guarde.San Martin tb.Ai madre, queria tu bem mais pertinho de mim.Quero q me fale de tudo, até qd não estiver gostando daí e de lo "quartito".Qd der banzo tb.certo? Quero q seja muito feliz, para isso tb posso dar uma ajudinha (me entende?) Me conte tuuudo mesmo! Mesmo q eu sofra quero te ajudar.Sua "listinha de compleanos" já está quase pronta.O Sauro não pára de botar cositas.Vai chegar ai uma mala e tanto. Tenho muita sudade de ti Compre já um protetor de orelhas e meias quentinhas bien calientes.Besos mui cheirosos pra ti .su madre querida:Hermis

Segunda-feira, Abril 16, 2007

essa fila nao anda. mas se andasse, andaria rebolando.

tem umas pessoas antigas
que eu vejo hoje
com olhos novos
e eu penso... mmmm, daria certo com vc.
mas agora já tá ocupado :(

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

never say good bye

- ai, que saudade de mim.

Sexta-feira, Março 17, 2006

isso aqui ôô

sabia que aquela historia de quatro estacoes, uma que faz calor, outra que as folhas caem, uma outra ainda de frio - por mais raro que isso possa parecer - e outra de flores coloridas? 'e verdade. eu juro. hoje 'e dia 17 e as aguas de marzo estao distruindo a cidade lah fora. de manha, andando pela rua no meio da garoa (definitivamente preciso fazer a bainha das minhas calcas) e desviando de guarda-chuvas assassinos at'e jah vi umas folhinas secas caidas pelo chao. e dia 21, pontualmente, eu aposto que as arvores daqui da rua vao estar peladinhas, peladinhas. sabado passado, acordei cedo pra comprar pao e vi um velhinho mais outono portenho impossivel: terno cinza, boina e cachecol azul, passeando com o cachorro as 8h30 da manha. o melhor de tudo eh que ele vinha cantando baixinho a letra de um tango antigo e quando eu cheguei mais perto pude ver os fones de ouvido e o ipod que ele trazia na mao esquerda.

Terça-feira, Novembro 01, 2005

bird flu

casal apaixonado pode ser separado pra sempre por uma epidemia mortal


ali (me cutucando, 2h da madruga) : mariana, se vier mesmo a gripe do frango, o que você vai fazer?
eu (dormindo): anh nnn?
ali (ainda me cutucando) : a gripe do frango. já te falei.
eu (abrindo um olho) : sei lá ué. pq?
ali (alisando meu cabelo. coitadinha da minha desinformada): já te disse que a coisa é séria. na imprensa daqui nao sai muita coisa pq os governos nao tem condicoes de se preparar, de estocar medicamentos e tudo. e nao querem alarmar a populacao.
eu (socialista) : como é que é?
ali ( europeu) : sim. a inglaterra já está se preparando. a suica já está preparada. temos estoques de anti-virais e de remédios que aliviam os sintomas.
eu (tendo uma idéia): vamo comprar o nosso entao.
ali (com medo de me botar em pânico) : já perguntei na farmácia daqui.
eu: e?
ali (sem outra opcao): nao tem.
eu: ...
ali: minha mae está estocando comida em lata.
eu: ...
ali (triste, dividido entre o amor e a vida): eu queria te dizer q mesmo que o foco mais forte seja lá na europa, eu prefiro voltar pra lá. o governo está mais preparado... e além disso, se nao tiver mesmo solucao, quero estar com minha família
eu (sem acreditar): e eu? fico aqui no terceiro mundo morrendo de gripe do frango?
eu (ironica): vc pode, pelo menos, mandar um remedinho de contrabando pra mim???
ali (com cara de ingles) : eu tou falando serio
eu (fatalista): ai. acho q vou pro morro. sei lá.
eu (conformada com o fim da civilizacao): vamo dormir, ali. fica quieto aí.
ali (no lado direito da conchinha): boa noite, meu amor.
eu (olho aberto, grudado no teto): cabô meu sono. humpf.

Terça-feira, Outubro 04, 2005

alalaô-ôôôô

que porra é essa. nao aguento mais sentir frio. nao que morra congelada, mas nao tem um dia que nao se faca necessario botar um casaquinho - e olhe lá. e ainda mais que sou a unica fumante do apartamento e tenho que tremer na varanda se quero fazer uma pequena contribuicao ao vicio. haja saco. cinco meses. cinco meses já. sem que tenha passado um dia que eu nao senti pelo menos um pouquinho dessa tal de sudestada. fora os dias que prefiro nem botar o nariz na rua.
afe, agora já me pergunto se, deixando de lado todas as outras coisas que eu amo aqui, é possivel ser feliz longe do equador???
meus companheiros canadenses estao sorrindo a toa. pra eles, coitados, é inverno por 10 meses do ano. acho que é por isso que a galera se mata lá pela noruega.
a calca jeans fica gelada por dentro. gelada, eu juro.
a cerveja pode demorar anos luz na mesa e nao esquenta.
a comida, se quiser comer quentinha, tem que botar no microondas a cada 10 minutos.
o povo todo anda na rua com a testa franzida quando bate o ventao, dobrando a esquina.
tudo bem que o calor as vezes impede a gente de pensar.
mas jah tou achando que o frio impede a gente de sentir.

Quinta-feira, Setembro 29, 2005

veja a vida lá fora

entao, eu queria dizer que eu também vou embora. que eu te deixo quando eu bem quiser.
que nao vou ter mais telefone e que vou riscar o teu nome da lista de presentes pro natal.
eu vou sumir na vida, virar teu passado ausente e calado.
entao, eu vou mandar dizer que nao estou. que foi engano, mais um de quantos,
que sou a pessoa errada e que menti todos os verbos de futuro.
entao, eu vou dizer que juro, que essa dor passa e no meio da noite,
eu viraria fumaca e atiraria pedras na tua vidraca pra te acordar do sonho bom.
entao, eu seria só vontade, tua cama vazia pela metade, uma lembranca de abraco,
um flashback de marco, um silencio, um espaco.
entao, eu te abandonaria num comeco de inverno, dentro de um nevoeiro cego
e te observaria de longe tentar achar a saída, tentar retomar tua vida, no meio da tempestade de papéis.
entao, eu ainda seria a presenca recente. no banheiro, a escova de dentes. largada.
eu seria a alegria passada.
entao, tranquemos a casa e arquivemos o projeto do filho. eu juro, eu nao ligo.
entao, daqui pra frente, boa tarde na fila do supermercado, saudade, passado.
a vida sem nós, a mente sem sufoco,
o coracao livre e oco. pra gente, o pra sempre seria sempre por pouco.

Terça-feira, Setembro 27, 2005

vou parar de fumar e comprar um anti-rugas

mari ))) dice:
sim, conta do casamento
Ana Luísa dice:
não tem nada assim para contar não...
Ana Luísa dice:
a gente tá procurando apt por enquanto
mari ))) dice:
heheh. q engracado
mari ))) dice:
e juliana tah gostando de ser casada?
Ana Luísa dice:
está adorando, a casa dela está lindíssima, tudo chiquérrimo...
Ana Luísa dice:
e a empregada de juliana que só chama ela de dona juliana e a mim de dona ana luísa, não aguento....
mari ))) dice:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
mari ))) dice:
vcs ficaram velhas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
mari ))) dice:
meu deus. q doido isso
mari ))) dice:
ai, nao consigo imaginar
mari ))) dice:
vcs sao adultas entao, né?
mari ))) dice:
eu ainda nao sei se sou adulta nao...
mari ))) dice:
ai, eu sou adulta?
Ana Luísa dice:
oxê mari, que doidisse!
Ana Luísa dice:
e vc acha que vc é o que?
mari ))) dice:
ainda nao tinha pensado nisso...
mari ))) dice:
eu acho q se alguem me aponta na rua, fala "aquela menina" e nao "aquela mulher".
mari ))) dice:
ai, nao sei quais sao os criterios pra ser adulta...
Ana Luísa dice:
a maioria das pessoas que não me conhecem me dão 17, 18 anos. o que eu acho ótimo! imagina a dimensão disto no futuro?
mari ))) dice:
pra mim, me dao mais.
mari ))) dice:
tou fudida.
Ana Luísa dice:
relaxe, existe botox.

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

entao, fica assim, combinado.

Hoje eu acordei sem poder conter o meu choro.
Me apertava por dentro uma coisa nova.
O abraco dele, onde eu estava agora, era exatamente a minha casa, o lugar feito pra mim, pro meu corpo. Pra minha alma. A cabeca apoiada contra o rosto branco, sentindo o abrir e fechar da janela de pestanas quase brancas, que deixam entrever essas duas luas cor de ceu que sao o que eu entendo por beleza a partir de entao. O meu amor é azul. É lindo e macio. E doce e paciente como todo o resto do mundo deveria ser, mas eu sei que isso banalizaria toda a ideia de perfeicao.
O que eu sinto é uma mistura agridulce, pensar que, por todo o tempo que tive antes, estava esperando por isso. Por tanto que pedi, me entregaram em demasiado. Como se o antes tivesse sido somente uma preparacao pra esse encontro. E tudo faz sentido. Qualquer letra de cancao de amor que parecia louca e irracional se traduz agora, como se eu passasse a entender um idioma novo. Me sinto feliz, agraciada. E isso rouba um pouco do meu ar. Me fecha a garganta enquanto me abre o coracao numa explosao para o desconhecido.
Me dà medo. Um medo bom, sem desespero. Nao quero perder nada. Nao quero estragar um sò momento. Nao quero machucar-lo nunca. Minha certeza é uma bolha de sabao colorida, dancando. E qualquer alfinetada seria fatal. Nao quero que doa. Porque a dor seria imensa. Bem fundo, no meu peito, na minha certeza, na minha inabalavel seguranca de ter a felicidade aqui do meu lado, me envolvendo de branco e me iluminando de azul. Mas meu medo nao é que chegue o fim. Meu medo è nao aproveitar cada segundo desse presente, disso que conquistei. Mas isso nao vai acontecer. Porque se tem uma coisa que me faz ter orgulho de mim mesma é saber que eu sei amar. E que sei deixar que alguem me ame.
Do meu amor, nao preciso cobrar nada. E nao o faco. Nem mais amor, nem mais atencao, nem ciumes, nem paciencia, nem respeito, nem docilidade, nem iniciativa, nem desejo. Nada me falta. Ele leu minha bula antes do primeiro beijo. Ele sabe o caminho. E o percorre sem pressa, me espera e me acompanha. Me dà a mao e vamos os dois, do mesmo lado, sincronizando os passos, sem saber pra onde, sem saber até quando, esperando o possivel obstaculo com um gigantesco fuck off na ponta dos dedos. Seguimos e sò sabemos o porque de seguir. Porque è bom. Simples. Porque é tao bom. E nenhum dos dois merece nada que nao seja isso. DELETEI UMA PARTE DO TEXTO QUE TAVA AQUI. FOI A COISA MAIS HORRÍVEL QUE EU JÁ ESCREVI.

Segunda-feira, Agosto 29, 2005

da série "coisas que eu posso fazer"

já faz algum tempo que confio mais no meu próprio talento de cabeleleira do que no de qualquer biba de salao de beleza, armada de navalha e revistas "nova - especial cabelos".claro que já cometi deslizes fatais, como nas vezes em que insisti em me dar uma franja, meu sonho de consumo desde crianca,sempre impossibilitado por um tal de "redemoinho" que eu tenho no lado direito da testa.mas vale destacar a coragem, o desprendimento, o desapego com meu próprio pelo. a sábia filosofia de que, se nao fica bom, logo cresce.fato é que venho melhorando incrivelmente nas técnicas. posso fazer desfiados, aumentar o volume, remodelar qualquer estilo obsoleto e encher de charme qualquer cabeleira sem charme.essa semana, cheguei ao auge do meu aperfeicoamento e me dei um corte moderno, sexy, uau. uma tendencia oitententista, quase un mullet despretensioso, que fica muito bem tanto seco ao natural ou com a básica chapinha. tou feliz.o resultado foi tao bom que, meus companheiros canadenses se encheram de confianca e hoje, pela primeira vez, brinquei de salao de beleza.cadeira na varanda, marcio mello na vitrola, piranhas, pentes finos e tesoura afiada. los chicos se amarraram e, agora, além de cozinheira oficial do apartamento, sou a nova peluqueira de las estrellas.

Quinta-feira, Agosto 25, 2005

eu vou dormir, caralho

apaga a luz e fecha a conta. dessa mesa falida.
faz de conta que te odeio.
eu quero ter um pesadelo e acordar no meio da noite. suada. buscar um copo dagua e te jogar na cara. que voce nao entendeu a piada. que meu mundo è outro. è imenso e nao te cabe aì.

carneirinho, caneirao, neirao, neirao

nem que seja pra me dizer que nao
nem que seja pra me mentir em vao
nem que seja pra me agradar, entao
pra me estender a mao
me levantar do chao
eu vou gritar senao
tiver um tiquitinho
de sua atencao.